quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Aconchego Interior.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Satisfação.
Essa noite, tudo em mim reflete satisfação por estar com você. A cada carícia que trocamos, em todos os olhares, meus olhares que dedico só a você. A cada toque, sutil arrastar dos dedos pela pele macia. No nosso cheiro, embriagado pelo calor expelido por nossos corpos. Acompanhando ritmos, nossas auras mesclam-se e outrora se combatem, energia que não se é capaz de conter. Tal que embaira-nos, levando ao êxtase do desejo prazer paixão. Meus lábios trepidam ao tentar conter palavras. Não quero dizê-las, meu corpo já as demonstra com demasiada intensidade.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
A pedra.
Foi-se embora sua inspiração, por sutil escapada entre os dedos. Desde então, fez-se pedra, inquebrável por não ser capaz de sentir, inabalável, inflexível. Por confiar demais em sua força, inquietou-se, e saiu a destruir outras. Sempre pagou caro por seus vícios. Ao quebrar outras pedras, enfraquecia seu interior e lascava suas extremidades, ficando cada vez menor e frágil. Fustigadas muito intensas, deixavam marcas. Essas se abriam em rachaduras que a desvairavam em dor. Houveram desafios demais, até que um a decompôs a pequenos pedaços de pedra, depois areia leve e fina. Ao se sedimentar, sentiu juntas todas as dores, e desejou não mais existir. Por piedade do destino, o vento levou seus restos. Fez-se chuva, brisa, frio e saiu a contemplar a chama, capaz de aquecê-la.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Quebrando o gelo.
Minha inspiração se consolida na falta dos sentimentos, na frieza. Prefiro a ausência deles para redigir meus poemas. Não sou movida a sentimentalismo. Mais há algo que sempre busco. Que me arranca o tédio, que acalma o lobo. Combate o frio, faz-me queimar a alma. Deixa-me impulsiva, sem controle, torna-me vulnerável. A paixão, é o que derrete o gelo. O imprevisível, e seus riscos, o que me atraem.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Anseio para que o sangue em minhas veias se congele, e mata-me de frio.
Peço que me deixe quieta. Permita-me me afogar em agonia, no meu intelecto frustrado, na poesia inacabada.
Deixe-me viver meus erros e fracassos, contemplar minha própria dor. Puxar-me-ei os arreios da ignorância, ao tempo que me arrependo da hipocrisia.
Já não sou mais sua criança. Arrume outro alguém para encasular sob seu teto. Minhas asas se criaram, e cobiçam por voar. Deixa-me ir, que prometo estar aposto. E quando necessário, hei de servir-te.
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